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Atividades de 2007

Page history last edited by Indianara 3 years ago

A DUAS MÃOS

 

Muitas vezes o que é fácil pra um, pode ser difícil para outros. Mãos que se procuram, mãos que se afastam...

Às vezes as mãos buscam aquilo que a mente não quer, às vezes, as mãos repelem aquilo que o corpo quer.

O ser humano age muito mais pelas mãos do que por qualquer outra parte do corpo. É pelas mãos que percebemos quando uma pessoa está, ou não nervosa, pelas mãos, percebemos o dom de cada pessoa.

Como retrata o documentário "A Ilha das Flores", o que nos diferencia, nós seres humanos dos outros animais, além de um cérebro altamente desenvolvido, é o polegar opositor, com nossas mãos construímos e mudamos tudo a nossa volta!

 

 

 

 

O CAMINHO DA ESCOLA

 

Parece que o galo mal cantou lá fora...os passarinhos começaram a cantar nas taquareiras, sarandis, flamboiãns e ipês que circundam minha casa.

São cinco horas e trinta minutos da manhã, mas como é bom permanecer na cama, por mais uns dez minutos, em que o sono insiste em não me deixar. Me viro mais um pouco e me levanto como se levantasse um morto, que há muito jazia na sua tumba, caminhando até a porta de angelim. Giro a chave e me dirijo ao banheiro, ao lado do quarto.

Entro no banheiro iluminado, de uma cerâmica marfim com rejuntes pretos (de que não gosto), indo direto para o box, para tomar uma ducha que me fará tirar este sono teimoso do corpo.

Após o banho e mais acordada, espio o jornal (já na posse de meu marido, que o está lendo) para saber do tempo,subo os seis degraus em frente ao banheiro, passando pela sala de estar, para a cozinha, onde meu filho já prepara três copos de leite no passa-pratos de tijolinhos maciços brancos com tampa de granito(balcão) , para que ninguém saia de casa de barriga vazia.

Após lavar os três copos sujos e vazios de leite, saio da cozinha e abro a porta do escritório, onde o cheiro de coisas guardadas impera. Pego a minha bolsa, desço as escadas e passo pela sala em direção à porta da frente de casa. Tranco a porta, me deparando com o bebê flamboiãm (há dois anos plantado por nós, mas que já está com mais ou menos uns sete metros),arbustos, seixos, azaléias, todas bem dispostas em um belo jardim que meu marido cuida com muito afinco e desço outro lance de escadas semi-circulares, até chegar no portão de grades, da rampa da garagem, onde o carro desce de ré para sairmos.

http://www.wikimapia.org/#y=-29644297&x=-50767409&z=18&l=0&m=a&v=2

Minha rua é de pedra irregular e sem saída, como todas as ruas do meu condomínio, localizado numa zona (praticamente) rural de Taquara.

http://www.wikimapia.org/#y=-29647109&x=-50786963&z=14&l=0&m=a&v=2

Nos dirigimos na direção do centro, para dar carona a outra professora que também trabalha em Sapiranga há mais de vinte anos!

As ruas estão praticamente desertas, passamos por uma avenida que leva até São Francisco de Paula, mas estamos indo na direção contrária. Alguns pedestres e ciclistas passeiam pela ciclovia. Sinto cheiro de combustível vindo de um posto, entramos na próxima rua da avenida e voltamos às pedras irregulares, que fazem o carro pipocar e ranger de todo o jeito, parecendo que vai desmanchar...Chegamos ao final desta rua e nos deparamos com uma parede de folhagens densas e há muito não aparadas, onde acima deste muro se encontra um bonito casarão, de aspecto igualmente descuidado. 

Dobramos na rua em aclive e esburacada deste casarão, cheio de valas pelas águas da chuva, parecendo que a natureza quis imitar aquele terreno. Quase ao final da rua, uma bifurcação; ruas esquecidas no tempo pela prefeitura desta cidade, ainda de chão batido. Seguimos em frente numa rua que vai se tornando um pouco mais estreita, com poucas casas e canaletas de barro, forçadas pelas águas da chuva. O carro agora parece uma mula que dá seus coices, solavancos que estragam qualquer automóvel, mas logo chegamos até um chalé cor de rosa gradeado, tendo como guarda, um cão peludo, cor de caramelo e de cara simpática. A colega de trabalho entra no carro e vamos em direção a RS-239.

O movimento agora é mais intenso, pedestres, bicicletas, motos, carros e caminhões andam em múltiplas direções no cruzamento que leva para Sapiranga, Rolante, Gravataí e São Chico. Pessoas com seus guarda-pós a tira-colo, caminham em direção às poucas fábricas que ainda restam neste lugar. Passamos pelo viaduto inacabado e cunfuso de Taquara, saindo da cidade. Passamos as pontes do Rio Paranhana e Rio dos Sinos, numa reta até um "caetano" (cruzamento com pardal), já visualizando a cidade de Parobé.

Ao passarmos pelas pontes, vemos um nevoeiro denso, como se fossem os rios, soltando fumaça, que logo se dissipa. Diminuimos o ritmo para passarmos pelo caetano e contornamos a faixa com os casebres que a adornam, até outro viaduto em curva, onde visualizamos agora o centro de Parobé, banhado pelo nevoeiro e rodeado pelos morros, ainda cobertos de Mata Atlântica e pela Serra Gaúcha ao fundo.

Continuamos nossa viagem, avistando muitos ciclistas em direção a uma fábrica conhecida de calçados à beira da RS-239, ciclistas passam de um lugar para o outro, muitas vezes sem perceberem o perigo da travessia.

Subimos e descemos um morro, onde vemos a entrada da cidade de Nova Hartz, um cheiro fétido impregna o ar, cheiro de carniça, dependendo do dia mais, ou menos intenso. Avistamos um frigorífico (será?) que possivelmente joga seus detritos no arroio ao lado, se não, por que o mau cheiro?...

Agora é só reta, onde vemos o pórtico de Araricá, uma loja muito bonita de móveis sob-medida, a madeireira em que encomendamos o nosso telhado, batemos o olho no posto de combustível, (que para nós, dentro daquele carro, parece uma eternidade)é o momento da chegada a Sapiranga! Temos ainda um pouco mais de movimento, percebemos os ônibus da Citral saindo para suas jornadas de trabalhos e ruas mal asfaltadas, da garagem; uma fila de carros, caminhões e motos que se dirigem ao próximo viaduto, onde entramos à direita e seguimos pela principal até chegarmos na Escola Imaculado Coração de Maria, localizado de frente para a Prefeitura Municipal de Sapiranga!

http://www.wikimapia.org/#y=-29637998&x=-51003878&z=17&l=9&m=s&v=2

A Escola Imaculado Coração de Maria fica na frente da Prefeitura de Sapiranga, no centro.

 

 

 

 

Se quiserem saber alguma coisa sobre a escola que trabalhava antes, pela manhã, e a escola que trabalho (desde 1998) à tarde, é só linkar no sidebar!

 

 

 

DESCRIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DA TURMA 421 - ESCOLA M.E.F. MARIA EMÍLIA DE PAULA

 

     Breve descrição da sala de aula:A  sala da turma 421 fica de frente para uma escada, no 2° (e último) andar da escola Mª Emília de Paula. Ao abrirmos a porta nos deparamos com a cadeira e classe do professor (à esquerda), pouco maior que as outras vinte e duas classes dispostas em duplas de frente para o quadro-negro. Ao fundo da sala vê-se um grande mural para se colocar os trabalhos dos alunos. No canto esquerdo deste mural se encontra um pequeno depósito com paredes e porta estilo aquelas que são colocadas em escritórios. À direita, duas janelas basculantes grandes, onde o sol bate à tarde.

     Descrição da turma:A turma da 4ª série é composta por 19 alunos, sendo 13 meninos e apenas 6 meninas, na faixa de 9 e 10 anos. São alunos de classe baixa, porém com bons recursos; têm os materiais necessários e de boa qualidade (algumas vezes melhores que o da professora), quando a escola faz algum evento, como Festa de São João, eles gastam uma quantidade significativa...

     Propostas de trabalho para o 1° semestre:Na escola existem 3 turmas de 4ª série, então as três professoras, juntas, buscam seguir os mesmos projetos e objetivos, para que não haja discrepâncias de conhecimento entre uma turma e outra.Trabalharemos com maquetes sobre as tribos indígenas do RS, o meio ambiente, inclusive a Amazônia, os Jogos Pan-americanos...

     Desafios da tecnologia: Neste ano, trabalhei uma vez apenas com meus alunos no Laboratório de Informática. Eu requisitei à professora que cuida do laboratório, que colocasse um mapa do Brasil com suas divisões territoriais, para que o pintássemos por regiões. Assim os alunos reconheceriam o país em que vivem, Estado, para começarmos a mencionar o Rio Grande do Sul, como conteúdo a ser trabalhado durante uma boa parte do semestre!

 Um dos trabalhos feito por uma dupla da 4ª série!

 

   Gráfico de dados sobre a turma 421: ainda não consegui colocá-lo, já está pronto, mas ele não faz o Upload!

 

Já que eu não consigo inserí-lo na página, mando o link do arquivo:

 http://indipead.pbwiki.com/f/Gr%C3%A1fico%20Pais%20e%20Filhos.doc

 

 

DESCRIÇÃO DA SALA DE AULA

Ao entrar pelo portão com grades cinzas da Escola Maria Emília de Paula, temos a imagem do prédio da escola em que esta se dispõe bem ao centro do estreito terreno, com espaços pelos lados. Nos dirigimos à esquerda para os fundos da escola; um caminho de saibro, onde passamos pela lateral (com visão das janelas) da sala dos professores, biblioteca, sala de uma outra 4ª série e da cozinha com sua proteção para os gases de 15 Kg.

Estamos de frente para um vão de escada, que acompanha um corredor paralelamente a ela, sendo que à esquerda, nos damos com o final deste corredor e o começo de outra escada com piso de borracha, em dois níveis, até chegarmos no segundo piso da escola e dermos de frente para a sala da 4ª série - 421, a minha sala!

Uma porta azul de madeira logo percebemos e nela, um cartaz de papel pardo com um plástico protetor em volta, dá as boas-vindas aos visitantes, com o desenho de vários bonequinhos desenhados pelos alunos e seus respectivos nomes.

Com vista do ambiente sempre na porta, avistamos a mesa espaçosa da professora e sua cadeira, do lado esquerdo (e bem ao lado desta porta), sendo que as 22 classes e cadeiras dos alunos estão dispostas de frente para esta mesa, de duas a duas.

A sala é de um creme claro, com duas janelas basculantes com cortinas de poliéster quase laranja,de frente para a porta e piso de parquêt.

À direita, temos o quadro verde, com mais de dois metros de comprimento, e do lado direito do quadro, no canto da sala, um armário branco (de frente para os alunos), com duas portas na vertical, onde a professora coloca materiais dos alunos e os seus. Na outra extremidade do quadro percebemos um mural de horários comprido na vertical e pendurado num prego na parede, feito pela professora, para os alunos estarem de frente para ele.

Na parede do lado da porta, temos um mapa da cidade de Sapiranga e uma divisória onde se encontra um depósito de materiais gerais da escola. Esta divisória compreende toda a extensão desta parede. Na parede ao fundo da sala, temos um mural de bordas azul celeste com forro azul marinho, onde estão os trabalhos que os alunos da manhã (5ª série-521) e da tarde realizam.

Os alunos têm aulas de informática uma vez por semana, Educação Física com a professora Carmen, duas vezes por semana, retirada de livro e Hora do Conto, uma vez na semana, com a bibliotecária e professora Cleci.

A turma contém um número bem reduzido de meninas, apenas 5, meninos são em maior número, 13. Apesar da turma ser pequena, eles não são de levar a 4ª série muito a sério, e são bem infantis na hora da realização das atividades, precisando estar sempre cobrando responsabilidade nas tarefas a serem requisitadas.

 

 

Sala421.wmv

 

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